História

Um pouco de História

O passado nos ajuda a reconstruir fatos e a entender nossa origem. A cidade de São José dos Campos tem a sua história, que é composta por várias outras histórias, entre elas, a do Jardim das Colinas e região.

Começa no século XIX com fatos e personalidades, os quais, imbuídos de espírito empreendedor, construíram essa linda região da cidade. O início se deu por voltaa de 1890, com o senhor Claudino Prisco da Cunha, que era dono de toda a região onde hoje se localiza o Colinas e mais 800 alqueires ao redor do condomínio.

Essa terra foi herdada do pai, senhor José Prisco da Cunha, que morreu precocemente em razão de um acidente em uma caçada.Anos 50 A Fazenda Velha, como a região era conhecida, teve que ser vendida no ano de 1905, já que o dono passava por problemas financeiros. O novo proprietário era o senhor Flamínio Vaz de Lima, que segundo a história conta, tinha muito dinheiro e não hesitou em comprar a fazenda. Do dinheiro destinado para a compra, usou bem menos do que esperava e uma parte foi para a compra e a outra aplicada em melhorias do terreno, que mais tarde se chamaria Fazenda Liberdade, com área de 750 alqueires.

O tempo passou e a região ganhou notoriedade por sua produtividade. Essa importância fez com que a Central do Brasil construísse uma estação de trem próxima a fazenda levando o nome de “Parada Lima”. Essa estação tinha o objetivo de escoar com maior agilidade a produção da fazenda que era de: banana, laranja, arroz, café, leite e outros produtos. O senhor Flamínio faleceu em 1918. Suas filhas herdaram as terras e venderam parte delas, onde hoje se localiza o bairro Jardim das Indústrias. No ano de 1945, a esposa do senhor Flamínio também faleceu e as Limas, nome como as filhas eram conhecidas, terminaram de vender a herança (480 alqueires), já com o nome de fazenda Serimbura.

A fazenda Serimbura tinha um novo dono, um senhor ligado à igreja. Era Arthur Lacerda Pinheiro, empresário do Rio de Janeiro, dono de lojas e de fábricas na capital Fluminense. Lacerda resolveu amenizar um problema da Igreja Católica na época, que era a diminuição do número de seminaristas. Doou 8 alqueires para a Ordem dos Servos de Maria, que construiu um seminário, onde atualmente se encontra a Faculdade de Filosofia, a residência dos padres da Ordem e a Escola Monteiro Lobato. O Empresário também criou uma escola que atendia aos funcionários da fazenda Serimbura, que hoje é a Escola Estadual Marilda Ferreira Bastos Brito Pereira.

No ano de 1965, a área onde hoje se localiza o bairro Jardim das Colinas, foi vendida por Arthur Lacerda para o também empresário, Rafael Jaffet. No ano seguinte, 1966, o restante da fazenda (155 alqueires) incluindo a sede, onde atualmente se localiza o Thermas do Vale, foi vendido aos irmãos Juan e Jesuus Gonzalez. Rafael Jaffet, empresário de visão, pretendia realizar um grande empreendimento mas os tempos eram duros e a ditadura militar impossibilitou o financiamento para erguer seu sonho.Anos 70No ano de 1973, Rafael Jaffet vendeu as terras a um senhor chamado Rosalbo Bortome, criador de cavalos arrojado, que conseguiu fazer uma composição comercial com a Delfim Crédito Imobiliário e com isso viabilizar o loteamento Jardim das Colinas.Desde então várias mudanças ocorreram no Jardim das Colinas, muitas delas por necessidade. É o caso do muro que foi erguido para levar segurança aos moradores logo após um crime bárbaro envolvendo um casal de moradores. E no decorrer dos anos a transformação caminhou com o desenvolvimento: criação do shopping, mudanças no trânsito e conquistas significativas. E assim a história continua.

Com dedicação e carinho o Jardim das Colinas se firma como um local agradável e como promessa de um bom futuro para os que hoje nele habitam, como também para os que nele virão habitar.O Jardim das Colinas sempre foi um bairro com boa infra-estrutura e que prometia grande valorização. Mesmo no início já havia asfalto, água, luz e duas quadras (uma de tênis e outra poli-esportiva) feitas pela imobiliária Delfim, que deu início à divisão de lotes. O transporte era escasso (o ônibus mais próximo passava de hora em hora na Avenida São José), os terrenos eram áridos e com pouca arborização, situação ideal para pasto. Vila Ema, Esplanada, Jardim Maringá e Centro eram os bairros comerciais mais próximos, e contavam com ótima estrutura educacional. Eram atendidos pelas escolas Monteiro Lobato, Etep, Instituto São José e Olavo Bilac. Um dos objetivos dos primeiros moradores era adquirir lotes com uma boa relação custo-benefício levando em conta a qualidade de vida: casas próprias afastadas dos grandes centros e lazer para os filhos.

Eu e meu marido sonhávamos em criar nossos filhos como nós: com liberdade, área verde e pomar. Compramos um terreno para a casa e depois investimos em outro só para o jardim e o pomar. Os frutos estão aí para nossos filhos e agora nossos futuros netos“, contou uma das primeiras moradoras, Sandra Barcellos dos Santos Mendes, com um sorriso de satisfação.

Com o aumento gradativo da procura por terrenos cresceu, por consequencia, a especulação imobiliária e com isso a vinda de estabelecimentos comerciais, shopping, mais escolas, melhoria do transporte e mais investimentos da Prefeitura para o bairro que exalava progesso.

 Aqui está um bairro respeitado e de grande importância sócio-econômica para São José dos Campos. Este que concentra cerca de 800 casas com famílias de Classe A, B e deu uma identidade para a Zona Oeste: o Jardim das Colinas.


Fotos retiradas do Grupo São José dos Campos Antigamente no Facebook.